Reforma da previdência está pronta para ser votada no plenário da Câmara

Projeto do governo Temer foi discutido longamente, mas ainda depende de negociação política. Emissários do governo Bolsonaro já estão envolvidos na discussão.

A proposta de reforma da previdência apresentada pelo atual governo está no Congresso, mas ainda depende de negociação política para ser votada.

É difícil imaginar um rombo tão grande e entender como o nosso sistema de aposentadoria chegou a um desequilíbrio tão grave; R$ 202 bilhões é o valor que falta em 2018 para pagar aposentadorias e pensões.
Em 2019, a conta será maior: vão faltar R$ 218 bilhões. E aí o governo tem sempre de tirar de outras áreas porque não pode deixar de pagar ninguém.

A proposta de reforma da previdência do governo Temer foi discutida longamente e está pronta para ser votada no plenário da Câmara. Emissários do governo Bolsonaro já estão envolvidos na discussão. Se aprovada do jeito que está, a reforma representa uma economia de R$ 500 bilhões em dez anos.

O texto altera a idade mínima de aposentadoria, que passa a ser 65 anos para homens e 62 para mulheres; iguala as regras para servidores públicos e do setor privado; e traz uma transição, entre outras mudanças.
A emenda precisa ser aprovada por 308 deputados. Depois, por pelo menos 49 senadores. E, para votar, o governo precisa suspender a intervenção na segurança do Rio de Janeiro como manda a Constituição.
Deputados da oposição acham difícil votar ainda em 2018.

“Não há clima. Nem aqueles que foram reeleitos nem aqueles que foram derrotados desse atual Congresso para poder se votar uma reforma da previdência que já vai começar capenga nesse momento”, disse Júlio Delgado (PSB-MG).
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que apoia a reforma, falou em paciência e disse que o governo Bolsonaro precisa negociar.

“Quem tem as condições de começar essa articulação, acredito eu, eu não sei se para este, para os próximos dois meses ou para o próximo ano é o presidente eleito. Eu acho que precipitado é votar qualquer coisa sem voto. Com voto, nada é precipitado. Para o futuro governo sofrer uma derrota, eu acho que é ruim para o governo que entra, então, tem que ter paciência”, disse Maia.

Fonte: Jornal Nacional

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