Afif Domingos defende reforma da Previdência: "Mais do que necessária"

12 Julho 2018
(0 votos)

Pré-candidato do PSD à Presidência, Guilherme Afif Domingos defendeu nesta quarta-feira (11), em entrevista exclusiva aos canais digitais da RedeTV!, a concretização da reforma da Previdência.

"É mais do que necessária. Na Previdência, a nossa conta não fecha. E hoje tem um agravante, que é positivo: estamos vivendo mais. Hoje nós temos uma população longeva.

Além dessa população, temos o quê? Uma diminuição de nascimentos. Estamos invertendo a curva", afirmou o presidenciável aos jornalistas Mauro Tagliaferri e Stella Freitas. "E o que vai acontecer? Nós vamos ter o crescimento de uma população mais idosa nos próximos anos e não crescimento de contribuintes para sustentá-la. Isso tem que ser acertado".

Para ele, contudo, este não é o único ponto da a ser considerado na reforma. "Em segundo lugar, o Brasil aboliu a monarquia, mas a corte ficou. Então, nós temos hoje uma corte de privilegiados, que são muito organizados e, na hora que você vai falar alguma coisa sobre este disparate (que é a aposentadoria do cidadão comum e das especiais), eles têm um forte poder de mobilização para brecar isso. Então, o presidente que vai ser eleito tem que ser muito sincero: eu preciso desse apoio para criar a justiça social".

Ainda falando de economia, Afif disse não ser favorável à privatização da Petrobras, mas em colocar a estatal para concorrer com outras empresas, e elogiou o Bolsa Família, que classificou como "porta de entrada para a formalização": "Eu gosto do Bolsa Família, ele foi resgatar a miséria do fundão do país, foi dar o mínimo necessário para trazer essas pessoas para o mundo oficial. Para isso, temos que ter programas de qualificação dessas pessoas, seja profissionalmente ou empresariamente. Temos que continuar investindo, não para perpertuar um programa como esse, mas para fazer a pescagem e dar a oportunidade e a iguldade no campo educacional, da saúde e do emprego para eles se sentirem cidadãos".

Reformas política e judiciária

Respondendo a uma internauta sobre reforma política, o pré-candidato disse acreditar que não há possibilidade dos atuais parlamentares concluírem o projeto. "Eu considero a reforma política a mãe de todas as reformas. E dificilmente pode ser feita pelo Congresso eleito. Todos os parlamentares, quando vão mexer, dão uma enrolada", disse Afif, acrescentando que sua proposta para este tópico é realizar uma constituinte.

"Eu acredito que a reforma política tem que ser feita a partir de uma constituinte exclusiva para a reforma do sistema político e eleitoral, convocando-se um plebiscito para que o povo autorize a eleição deste quadro", explicou o presidenciável.

Para Afif, o sistema político ideal para o Brasil é a partir do voto distrital: "É o que aproxima o representante do representado, diminui barbaramente os custos de campanha e, terceiro, tem que ser eleito por maioria absoluta - quem tiver 50% mais 1. Vamos fazer a coisa muito mais presente e real em termos de representação".

Em relação à reforma do Judiciário, Afif propõe que a polícia seja vinculada ao Judiciário. "É ali que começam os processos", explica ele, e acrescenta: "O ideal é colocar um juiz em cada delegacia para o povo sentir que a justiça existe na esquina da casa dele, pois hoje ela é muito distante do cidadão. Seria uma polícia de investigação. Põe tudo dentro de uma estrutura e cada um cumpre o seu papel".

Para Afif, o Supremo Tribunal Federal (STF) também precisa passar por reformulação: "Hoje, o Supremo virou delegacia de polícia e ele não tem essa função. Nós estamos expondo o Supremo a um papel que não é dele. Tudo isso por quê? Por causa do raio do foro privilegiado. Então, o primeiro ponto: que o STF retorne a sua função de tribunal constitucional e deixe todas as encrencas nos níveis menores, porque aí se resolve. Se tiver alguma alguma pendenga constitucional, então sobe para o Supremo".

Desarmamento e segurança pública

Questionado sobre se mudaria o Estatuto do Desarmamento e daria porte de arma para a população, Afif disse ainda que a chave para o fim da criminalidade está no combate ao tráfico de armas: "Não adianta desarmar o cidadão, tem que desarmar o bandido. Então, nós vamos lutar contra o contrabando de armas na fronteira. Hoje atacamos o efeito e não a causa. Não é o cidadão que vai combater a criminalidade, ele vai ser um fornecedor de arma. Esse negócio de dar arma ao cidadão não resolve". 

Fonte: Rede TV

Ler 62 vezes