Dilma participou ontem de um almoço em São Paulo com integrantes do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), presidido pelo empresário João Dória Jr.
Na ocasião, ela evitou dizer se, caso eleita, tentaria a reeleição em 2014 ou abdicaria desse direito em prol de uma nova candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, o foco principal do almoço foi relacionado a temas mais voltados à economia, como a reforma tributária. Para Dilma, a atual situação brasileira neste aspecto é caótica, A petista afirmou ser a favor da reforma e citou, entre os principais problemas enfrentados pelo Brasil a sobreposição na cobrança de impostos e a lentidão no sistema de devolução de créditos tributários.
Ela defendeu ainda a desoneração integral dos investimentos, a redução de tributos sobre remédios e a unificação de alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Dilma, no entanto, admite que medidas mais contundentes em relação à reforma tributária terão de ser negociadas entre governo e Congresso.
Indagada sobre uma suposta necessidade de enxugamento da máquina do governo, a candidata sugeriu a implementação de um sistema mais eficiente de gestão, defendendo um estado mais profissionalizado e meritocrático.
Sobre uma possível reeleição, ela desconversou: Quando chegar a hora, a gente discute isso.